#PapoComDaYukie - Minhas impressões sobre a Bienal do Livro de SP 2018

Crédito: Facebook Bienal do Livro SP A Bienal do Livro aqui de São Paulo acabou e agora vim falar um pouco da minha experiência. Já vo...

Minhas impressões sobre a Bienal do Livro
Crédito: Facebook Bienal do Livro SP
A Bienal do Livro aqui de São Paulo acabou e agora vim falar um pouco da minha experiência. Já vou logo avisando que temos o lado bom e o ruim. Vou falar um pouco de cada e o que achei no geral. 
Essa é a primeira vez que vou a Bienal do Livro em São Paulo como impressa e diferente dos outros anos que fui como visitante, creio que me vi aproveitando a Bienal com “outros olhos”. 
Primeiro e antes de tudo, sou imensamente grata a todos que me reconheceram, vieram falar comigo, pedir marcador, me abraçar, me beijar, me fazer rir e até ficar com vergonha. Me senti importante, me senti amada e só digo que tenho pessoas maravilhosas me acompanhando, vendo minhas loucuras e lendo alguns livros que recomendo. Então, acho mais do que válido agradecer vocês por isso. 
Outra coisa positiva dessa bienal foram os autores nacionais terem sido valorizados. Conheci muitos autores novos, eles tiveram espaço para autografar, aparecer, vender seus livros e estarem perto dos leitores. 
E claro, os stands de 5 a 20 reais. Tinha muito livro bom, muito mesmo. Alguns lançamentos, alguns que sempre são caros, mas que ali você encontrava por 10/15 reais. Então sim, alguns livros valiam muito a pena. 
Tinha algumas editoras com promoções. Como exemplo, dou a Globo Alt, que até o último sábado estava tudo por R$ 19,90 e no último domingo por R$ 14,90. Algumas editoras estavam com desconto progressivo, como a Faro Editorial e outras editoras com o desconto de “comprando acima de x valor, você ganha x desconto”. Alguns valeram a pena e outros não. 
Também tivemos o esquema de distribuir as senhas online para o bate-papo e autógrafo com autores nacionais e internacionais na arena. Além de eles disponibilizarem sessões extra para conseguir autógrafo e isso foi muito legal, principalmente porque foram somente 200 senhas para a primeira sessão e muita gente queria os autógrafos. 
Quanto a organização, foi boa. Não tive muito do que reclamar quanto a isso. Talvez seja pelos “espaços em excesso”, mas ainda assim consegui me achar. 
Tinha também muitas pessoas lá para limparem a sujeira. Mesmo sendo um evento grande, você via algumas pessoas indo limpar e os banheiros sempre estavam com papel e caso não tivesse, lá tinha alguém para pegar mais rolos para você. 
Agora os pontos negativos. É chato falar sobre isso, mas é importante. 
Primeiro que para impressa tinha uma sala e ninguém avisou nada. Fui descobrir somente no último final de semana, fiquei bem chateada. E lá não tinha banheiro, acho isso importante ser lembrado, mas é um ótimo lugar para descansar, isolado e com sofás, além de sucos, água e amendoim. 
Outra coisa que senti falta foi de seguranças. Principalmente no último final de semana, com muitas pessoas sendo roubadas. Foram celulares, mochilas, carteiras, livros.... Diversas reclamações e lágrimas devido aos roubos e nenhum segurança por perto. Por ser um evento pago (R$ 25,00 é o preço de um livro), deveria sim ter mais segurança por lá. 
Os stands estavam bonitos, mas lamento, acabei comparando com a Bienal do Rio de 2017 e estava faltando sim uma decoração a mais. Tinha stands lindas, como da Intrínseca, mas como ponto negativo, a fila era imensa para tirar foto no “túnel de livros” e as pessoas acabavam deixando de entrar no stand para não pegar fila. 
Outra coisa bem chata foi ver algumas editoras “pequenas” praticamente escondidas. A visibilidade para elas eram mínimas e provavelmente tiveram alguns prejuízos. 
Também temos os altos preços. Muitas editoras “grandes” estavam com preços altos e falando que era valor com desconto e nem no último dia os preços caíram como era esperado. Além da falta de marcadores. Antigamente, você passava nos stands e tinha muitos marcadores, já esse ano, algumas editoras fizeram o “você compra e ganha um marcador”, mas também teve aquelas editoras que estavam dando marcadores, como a Rocco e no último dia, no último segundo, outras editoras colocaram os marcadores a disposição, mas já era “meio tarde”, afinal já estava quase vazio.
E claro, não posso esquecer de falar das filas imensas para tirar fotos. Não tirei em um monte de lugar, por conta das filas. E a falta de internet, mesmo eu usando meu 3G, ainda assim não consegui acesso e foi um enorme problema.
Enfim, no geral, o evento estava maravilhoso para conhecer e reencontrar as pessoas. Porém, pensando no mercado literário, vimos que os autores nacionais ainda são pouco valorizados. Senti vontade de comprar livros aleatórios só para que alguns autores não ficassem sentados sozinhos esperando algum leitor ir autografar o livro. Também vemos como o marcado está com uma enorme crise. Diversas editoras não foram e livrarias grandes não compareceram. 
Acho que por hora é isso, não consigo lembrar de mais nada a acrescentar, mas se vocês tiveram alguma experiência e queira compartilhar, só deixar um comentário. Vou adorar saber como foi a experiência de vocês.

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2 comentários

  1. Oi, Yukie
    Foi minha primeira Bienal longe de Brasília, então tem enormes diferenças. Eu fiquei chateada porque os preços dos lanches eram absurdos, e porque não sabia que tinha um guarda-volumes. Descobri quando estava indo embora, fiquei carregando mal pesada o dia inteiro. Como fui na sexta, estava mais vazio então tirei as fotos tranquilamente, mas sábado estava horrível transitar por lá. Eu me perdi porque não entregaram mapas no primeiro dia, achei muita informação e o pior foi a fila para o banheiro, gesus!
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com/

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    1. Nossa, sim! Os preços das comidas, estacionamento e até mesmo o guarda-volumes estava absurdo. E ainda tinha o problema de: você só pode guardar uma vez, não pode voltar e colocar mais livros e isso foi péssimo.
      Outra coisa que senti falta também foi do mapa, falaram que era só pelo aplicativo, mas tinha em "papel" também.
      Nem entrei no banheiro, só no último dia, na última hora, porque sério, não dava. D:
      Muita coisa precisava ser melhorada, muita mesmo.

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